Júlio Chiavenato
Segunda-Feira, 11 de Fevereiro 2008 - 20h10 Claro, Welson Gasparini jamais tem segundas intenções: nomear Corauci Sobrinho secretário da Cultura é o reconhecimento pela capacidade do amigo e providência para desafogar Vicente Seixas do trabalho que ele fazia pela cultura de Ribeirão Preto.
Só as línguas de trapo imaginam que a intenção do prefeito é desestabilizar a deputada estadual Dárcy Vera, potencial ameaça a uma nova candidatura dele, e “rachar” o DEM (filho do Pefelê, neto do PDS e bisneto da ARENA).
Aliás, ele nem confirmou se será candidato, pois como anunciou, fez o retiro espiritual costumeiro, mas ainda não ouviu a voz de Deus.
Ideologicamente, político brasileiro é como biruta de aeroporto: vai para onde leva o vento.
Em Ribeirão o partido mais forte está na “informalidade”, como os camelôs do calçadão.
É o Partido do Microfone, que há mais de meio século obedece as ordens de outra agremiação, entre secreta e esotérica, formada pelos “homens bons”.
São os frutos da generosa “democradura” brasileira, que os exagerados dizem que virou a casa-da-mãe-joana.
Por outro lado, a Secretaria da Cultura apenas abriga amigos.
É tão inócua que o líder do prefeito na Câmara, Sebastião de Souza (PSDB), afirmou que “a indicação de um membro do DEM é importante, porque eles passam a ter um cargo no governo”. Só por isso: não por motivos culturais ou técnicos, mas porque o DEM entra no governo – se é que não estava ou tinha saído e esqueceu de voltar.
Dárcy Vera lamenta o que acha deslealdade de Corauci Sobrinho, seu colega de partido.
Para completar seu astral, Fernando Chiarelli volta ao ataque e dispara e-mails prometendo inundar a cidade de revistas contra ela e seus “asseclas”. É tentador juntar as pontas.