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Opinião

Terça-Feira, 12 de Fevereiro 2008 - 22h25

Objetos identificáveis


Ainda repercute, e muito, o caso do estudante Rodrigo Bonilha, de 18 anos, morto com um tiro numa noite escura, em Ribeirão Preto, quando tudo se preparava para ser manhã. Ele teria sido um novo aluno da USP e haveria muito a comemorar. Mas não teve tempo. O tiro interrompeu a trajetória e a vida do menino. O segurança suspeito do assassinato fugiu e ainda não foi localizado.
O que dizer agora do caso do frentista Paulo Pereira da Silva, de 37 anos, que cumpria sua jornada de trabalho num dia que deveria ser como todos os outros? Estava muito perto, talvez, da hora de voltar para casa e descansar com a família. Mas não foi possível. Um carro desgovernado invadiu o posto e atropelou Paulo. Na direção, um jovem estudante de 19 anos. No carro, frascos de lança-perfume. Não cabe nenhum julgamento prematuro. Mas a vida desse frentista, ainda que ele consiga sobreviver, também foi interrompida pelo imponderável, como no caso de Rodrigo.
Quando as pessoas pararem de buscar objetos voadores não identificados e prestarem mais atenção nesses objetos identificáveis, tão próximos, que podem, de um minuto para outro, fazer estragos consideráveis, talvez seja possível evitar novas cenas dramáticas.
Um revólver nas mãos erradas ou um carro desgovernado são muito mais perigosos que qualquer outro objeto voador. Que Óvnis aticem curiosidades, é normal. Se possível, que sejam decifrados e entendidos, além de debatidos.
Mas que se redobre a atenção para todos os objetos identificáveis que podem nos atingir. Principalmente se estiverem acompanhados de drogas lícitas ou ilícitas.

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