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Opinião

Quarta-Feira, 13 de Fevereiro 2008 - 22h48

Superfrota preocupa


Nunca se vendeu tanto carro no Brasil. E em Ribeirão Preto. As filas de espera aqui podem durar mais de três meses. No caso específico de um modelo de carro importado, podem chegar a quatro meses.
Das muitas leituras que se pode fazer dessa situação de comércio e indústria automobolística superaquecidos, a primeira - e mais óbvia- é que graças à dilatação dos prazos de pagamento e aos juros mais baixos, está muito fácil comprar carro zero. É a democratização de um ex-artigo de luxo.
Se produtores e vendedores têm muito o que comemorar, de outro lado há que se pensar nas conseqüências implícitas. A primeira é o impacto de uma superfrota, com a agregação maciça dos novos carros ao trânsito. Dedução instantânea: precisamos de soluções ágeis e inteligentes. É hora da engenharia de trânsito trabalhar fortemente. Na cidade, é preciso otimizar o transporte coletivo. Melhorar e aumentar a frota de ônibus para dar conforto e agilidade aos passageiros. Fazer terminais nos locais certos. É preciso, também, que se estude seriamente a criação do metrô de superfície em RP. E que, enquanto isso, se escalone, como na capital, a utilização de carros de acordo com a numeração da chapa. Porque senão, além do comprometimento do trânsito, poderemos ter também uma sensível piora do ar que respiramos.
E a bola de neve não pára de crescer: temos também uma superfrota na estrada, o que significa maior risco de acidentes. Além de mais fiscalização, campanha contra o uso de bebidas e outras medidas, precisamos aprimorar e estender a formação de jovens motoristas. Ou teremos graves e irreversíveis problemas.

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