Hamilton de Andrade Lemos
Sexta-Feira, 15 de Fevereiro 2008 - 22h49 Conforme escrevi dia desses, pedi para ser abduzido. Um tipo de seqüestro-relâmpago interespacial. Pelo jeito, até os alienígenas lêem este periódico e, assim, minha solicitação foi atendida.
Coisa daqueles exibicionistas de Riolândia, que ficam prejudicando a produção de biocombustível fazendo bolas no canavial. Vai brincando com usineiro pra ver o que acontece!
Estava eu dormindo quando senti uma energia transportar-me janela afora. Com a mente torpe, confundi com uma ordem de despejo.
Quando dei por mim, me vi num lugar totalmente diferente, cheio de luzes, com uma arquitetura estranha.
- Putz – pensei – como vim parar neste quarto de motel?
- Não é motel, mané! – respondeu um ser magro, alto e sem pêlos, que se materializou. Praticamente o Marco Maciel.
- Ah, já sei: outra obra do Niemeyer!
- Você está em nossa nave! Viemos para uma missão secreta.
- Secreta? Do jeito que estão se expondo, parece mais um desfile da Sapucaí. Aliás, se botar uma mulata pelada em cima, fica um carro alegórico perfeito!
- Você precisa levar uma mensagem ao seu povo! O país está em grande perigo!
- Qual deles? Olha, o mandato do Lula já está acabando e...
- É, mas não há orçamento que resista a tanto desvio de verba, cartão corporativo e negociatas. As CPIs precisam chegar a um final mais sério. Por isso estamos alertando os terráqueos com estes sinais.
- Quer dizer que os círculos...
- Isso mesmo! Pizzas!