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Opinião

Segunda-Feira, 18 de Fevereiro 2008 - 23h12

Caso de saúde pública


O atendimento nos hospitais filantrópicos de Ribeirão Preto resvala em terreno pedregoso. De novo, a questão da verba emperra a costura de um acordo satisfatório entre Santa Casa e Beneficência Portuguesa em Ribeirão Preto.
E o que preocupa, agora, é que a Santa Casa não está ainda com documentação regularizada para rachar a verba de R$ 450 mil, da Secretaria Estadual da Saúde, com a Beneficência.
Diante da situação circunstancial, só a Beneficência fica habilitada para atendimentos nos próximos três meses. Isso significa menos leitos, menos médicos e, supostamente, deve significar, também, mais fila de espera para cirurgias e todos os outros tipos de atendimento.
Teme-se, com a exclusão da Santa Casa neste primeiro momento, a formação de um novo gargalo para os pacientes. O que se quer evitar, agora, e com toda razão, é que a crise estoure do lado mais fraco. E que os já sofridos pacientes do SUS tenham que passar por périplos de resistência e força de vontade para conseguir tratamento a tempo e a hora.
A divisão de pacientes com cidades da região já se mostrou benéfica. Não se pode, de novo, sobrecarregar o Hospital das Clínicas. Ninguém quer ver pacientes sofrendo nos corredores, por falta de leitos. Ou à espera de cirurgias que são adiadas pelo mesmo problema.
Não se pode, também, por uma questão de papelada atrasada, deixar de receber a verba em questão.
É muito dinheiro em jogo. E dinheiro que faz falta para manter em bom estado a saúde dos nossos pacientes. Que se chegue à melhor solução, pelo bem de todos eles.

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