Igor Ramos
Quarta-Feira, 20 de Fevereiro 2008 - 0h6 Tudo o que acontece hoje com o Comercial é resultado de uma série de bobagens, desmandos e da falta de respeito com o clube nos últimos tempos.
As lambanças começaram lá atrás com o tempo que o clube perdeu com a malfadada empresa Panamby, que ficou brincando com o Comercial nas barbas de muita gente.
Depois disto a bomba caiu no colo de Fernando Athayde, que também não agiu com a pressa que era necessária para a crise. Algum tempo depois a solução encontrada foi a única que restou. Veio o empresário Oliveira Júnior e com ele um bando de jogadores - a maioria sem qualidade - para a montagem de um elenco às pressas. A justificativa para a vinda de um monte de cabeça de bagre foi a que o Comercial sequer tinha um time para por em campo.
Observada a falta de qualidade do grupo, partiu-se então para os remendos e alguns jogadores de melhor nível começaram a chegar. Mas a esta altura o caminhão comercialino já está praticamente sem freio ladeira abaixo e as soluções se tornam ainda mais difíceis pois a pressão já é grande, os jogadores não têm equilíbrio emocional e o técnico fica impotente diante de tantos problemas. O que não dá é ficar ouvindo um monte de bobagem a cada novo fracasso da equipe dentro de campo.
O Comercial é o vice-lanterna e ainda somos obrigados a ouvir que a equipe tem o melhor goleiro da Série A2, o técnico mais requisitado do campeonato e outras bobagens. De quebra, já estão atribuindo os insucessos dentro de campo à pressão da torcida. Os jogadores de “personalidade” que vieram já preparam a saída pela direita, como faz o “leão da montanha”. O exemplo é o volante Fábio Recife, que entrou em campo ontem já de contrato acertado com o América/RN. Que comando é este? Quando a culpa não é da torcida é da parte administrativa. E o departamento de futebol, como anda? A tabela responde. É obrigação de quem pegou, deixar pelo menos onde estava. Se não conseguir presentear a torcida e colher os louros políticos com o acesso, que pelo menos deixe o Comercial onde pegou, ou seja na Série A2. Menos arrogância e discurso fácil também ajudaria.
Arrogância
Arrogância, aliás, não é um privilégio do Comercial. Se eles já são assim nesta draga, imaginem se um dia conseguirem o acesso.
Boa chance
Neste campeonato de baixíssimo nível técnico, onde a distância entre o céu e o inferno é quase inexistente, duas vitórias seguidas abrem a porta do paraíso. O Botafogo está com as chaves na mão hoje à noite.