Opinião
Quarta-Feira, 20 de Fevereiro 2008 - 22h46 A cidadania brasileira conquistou nos últimos 40 anos valores essenciais ao desenvolvimento humano. A Igreja Universal cresceu inclusive face ao ambiente estável e pluralista decorrente do fortalecimento desses valores.
Preocupam a nação os recentes episódios em que a Igreja Universal orientou seus fiéis, através de destacada litigância de má-fé e de forma agressiva, a calar importantes profissionais de imprensa de todo o País.
A questionável exploração da fé, realizada pela Igreja Universal do bispo-empresário Edir Macedo, merece uma análise mais criteriosa.
A vultosa arrecadação financeira junto a seus fiéis, a possível lavagem de dinheiro e os investimentos do bispo-empresário são assuntos para as autoridades competentes do executivo e do judiciário.
Já a eventual intolerância religiosa demonstrada pela Igreja Universal está em desacordo com o valor da liberdade ao credo, assegurada pela Constituição federal e necessária em qualquer sociedade democrática.
Usar procedimentos judiciais com o objetivo de acuar e constranger os profissionais da imprensa livre de todo o país é inaceitável e merece a repulsa da sociedade brasileira.
Se temos no passado distante exemplos de horror de outras formas de ditadura, não é chegada a hora de permitirmos qualquer tipo de violência e uso da fé que prejudiquem os sagrados valores conquistados pelo povo brasileiro.
Que os responsáveis por essa arbitrária conduta de intimidação se conscientizem que a imprensa tem um papel social a cumprir. E que nele se incluirá, sempre, o democrático exercício de publicar a verdade.