Geral
Sexta-Feira, 22 de Fevereiro 2008 - 23h27 Professores representantes de dez escolas estaduais de Ribeirão e estudantes fizeram ontem uma manifestação na porta da Escola Professor José Lima Pedreira de Freitas, onde a professora Paula foi agredida com socos e pontapés por um aluno, na quarta-feira.
“Fui transferida para essa escola este ano, agora estou com medo. Esse é o sentimento geral”, desabafa a professora Dulcinéia Gualbino.
Segundo o conselheiro estadual da Apeoesp (Sindicato dos professores do ensino oficial do estado de São Paulo), Mauro da Silva Inácio, os professores querem providências do estado para situações de violência. “Falta condições de trabalho, as agressões verbais são uma constante, não podemos permitir que isso se torne uma coisa banal”, desabafa a professora Ana Amália.
Eles também reinvidicam a volta do adicional de local e exercício, um acréscimo de 20% sobre o salário-base que era concedido aos professores de escolas com problemas de violência. O benefício foi suspenso para algumas escolas, desde o dia 31 de janeiro. “O governo alega que deixou de pagar porque não existe mais problemas de violência e os fatos mostram o contrário”, declara Inácio.
A Secretaria de Estado da Educação decide até segunda-feira o que será feito do aluno que agrediu a docente.