Economia
Sabado, 23 de Fevereiro 2008 - 19h50 O cooperativismo de crédito hoje é 10 vezes maior do que há cinco anos e, daqui mais cinco anos, espera-se que seja de novo 10 vezes maior, porque está num crescimento contínuo, de forma racional e organizada, após superadas as barreiras legais que existiam e operando sob o impulso da atuação de cooperativas, em 20 Estados, mais acessíveis para os serviços bancários.
Esta visão otimista foi apresentada em Ribeirão Preto pelo presidente do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Antônio Azevedo Bomfim, durante reunião – que se realiza a cada dois meses – do Conselho de Administração do banco com os dirigentes das cooperativas centrais estaduais que fazem parte do Sicoob (Sistema de cooperativas do Bancoob).
Esta reunião foi em Ribeirão Preto face à inauguração na cidade da sede da Cooperativa Central de Crédito Rural do Estado (Cocecrer), transferida de São Paulo, “uma medida inteligente, racionalizadora, porque as maiores cooperativas do sistema estão próximas de Ribeirão”, segundo Bomfim. “Hoje, aqui perto, temos cooperativas que são verdadeiros bancos regionais”.
Boas condições
“É um sistema pujante, que está oferecendo aos associados os mesmos produtos que os bancos oferecem, com taxas bem menores e, portanto, em condições de fácil acessibilidade”, avalia o presidente do Bancoob.
Existindo essas condições favoráveis, o crescimento do sistema não ocorria de forma acentuada, até há quatro anos, segundo Bomfim, face às restrições superadas depois por resoluções do Banco Central.
Antes, as cooperativas de crédito tinham de ser segmentadas.
Hoje, profissionais de diferentes áreas podem fazer parte da mesma cooperativa.
CARLOS ALBERTO NONINO
Especial para A Cidade