Economia
Sabado, 23 de Fevereiro 2008 - 19h53
FRANCISCO PINGHERA Há quase seis anos na presidência
A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, que hoje reúne perto de 6 mil associados, espera elevar muito este número, considerando o universo de 25 mil empresários que atuam no município. Agora a ACI está atrás dos pequenos e médios comerciantes e industriais, nisso expressando o objetivo não só de ampliar o quadro, mas da assistência que pode oferecer.
“São os pequenos que mais necessitam da entidade”, justifica o presidente da ACI, Francisco Pinghera. “Nossa associação sempre abrangeu empresários independentemente de seu porte e essa linha de conduta não vai mudar. O que estamos almejando agora é abrir o leque, diante do rumo da economia do país”, afirma, citando que hoje são as empresas familiares que mais geram negócios e empregos.
A mudança no tempo
Este plano de Francisco Pinghera pode ter a ver com o seu perfil de empresário. Há quase seis anos na presidência da ACI, ele é o primeiro do setor de serviços a ocupar esse cargo, depois que os seus antecessores, José Arnaldo Laguna e Gilberto Maggioni, foram os primeiros da área industrial. Antes deles, durante décadas a ACI foi dirigida por comerciantes, sendo Amin Antônio Calil e Geraldo Meira Silva os maiores exemplos.
O que também mudou nesse tempo é que deixaram de existir as maiores empresas do comércio nativas de Ribeirão Preto, casos de A Modelar, J.Silva, Casa das Casemiras, Bazar Botafogo, Chapelaria Olímpica, entre outras. Em contrapartida, apareceram grandes empresas de fora, que inclusive se instalaram fora da área central da cidade, sendo marca inicial desse processo, em 1972, a Eletroradiobraz (hoje Grupo Pão de Açúcar) no alto da avenida Independência. Em seguida, veio a era dos shoppings, começando pelo RibeirãoShopping, em 1980.
Todos se beneficiam
As grandes empresas fazem parte da ACI e, segundo o seu presidente, se beneficiam com os seus serviços, por exemplo em relação a consulta para concessão de crédito e com as campanhas da entidade que atraem consumidores para o comércio de Ribeirão Preto.
Mas “as médias e pequenas, que são em número muito maior, também podem e devem ser beneficiadas”, diz Pinghera. Daí agora a busca para que se filiem. “Ao lado da assistência e de todo respaldo que podem receber, queremos que venham acreditando no princípio do fortalecimento do associativismo”, afirma o presidente da ACI.
CARLOS ALBERTO NONINO
Especial para A Cidade