Geral
Sabado, 23 de Fevereiro 2008 - 20h35
APÓS A INUNDAÇÃO A manhã de ontem foi ocupada pela limpeza em ruas e lojas da região da Baixada
A forte chuva que caiu na madrugada de ontem voltou a causar transtornos para a população de Ribeirão Preto.
Não houve feridos, mas ao menos 300 pessoas tiveram que deixar suas casas temporariamente, segundo a Defesa Civil, no entanto já retornaram às suas moradias.
De acordo com a Estação Experimental de Ribeirão, em apenas uma hora choveu 37 milímetros. O Climatempo informou que este índice é previsto para chover em seis dias e corresponde a 20% da chuva esperada para todo o mês de fevereiro.
O nível da água dos córregos Retiro Saudoso e ribeirão Preto subiu ao menos 40 centímetros e alagou casas e lojas na região central.
Parte das avenidas Jerônimo Gonçalves e Francisco Junqueira ficou debaixo d’água. Os bairros mais castigados pela chuva foram Vila Virgínia e Centro, segundo o major Erick Junqueira, da Defesa Civil.
Uma parte da mureta de proteção da avenida Jerônimo Gonçalves foi destruída parcialmente com a força da água.
As avenidas Via Norte e Maurílio Biagi também ficaram parcialmente alagadas.
Além das avenidas, foram registrados pontos de algamentos nas ruas José Bonifácio, Mariana Junqueira, Duque de Caxias e Monsenhor Siqueira, na região central.
O Corpo de Bombeiros contabilizou seis veículos submersos onde houve alagamentos.
Manhã de limpeza
A limpeza dos locais mais atingidos pela chuva da madrugada foi feita na manhã de ontem por funcionários da Prefeitura de Ribeirão.
“São Pedro está revoltado”, diz Gasparini
O prefeito de Ribeião Preto, Welson Gasparini (PSDB), visitou, na manhã de ontem, a região da ‘Baixada’, na avenida Jerônimo Gonçalves.
O local sofre constantemente com chuvas mais intensas.
Ele atribuiu a culpa da enchente a São Pedro que, segundo disse, está revoltado com a humanidade. “São Pedro está revoltado e toda cidade que possui córrego está sofrendo”, disse.
Gasparini garantiu o apoio necessário às vítimas das cheias. “Tenho conhecimento de que ninguém pediu abrigo, mas a perda de alimentos pode ser compensada através de um pedido ao departamento de Assistência Social.
DA REPORTAGEM