Igor Ramos
Terça-Feira, 26 de Fevereiro 2008 - 23h44 Na padaria de um colega flagrei o diálogo entre dois amigos, acompanhados de seus filhos na fila à espera do pão quentinho que estava por sair.
O assunto era futebol e ambos falavam do Come-Fogo sob os olhares atentos dos garotinhos, de aproximadamente 10 e 12 anos.
Os dois estavam vestidos com as camisas de seus clubes. O pequeno botafoguense com a oito nas costas e o comercialino com a nove. Orgulhosos e de ouvidos atentos ao diálogo dos pais os torcedores mirins fazem parte daqueles milhares de meninos que vêm engrossando a cada dia as torcidas dos times da cidade. (São Paulo e Corinthians que nada!)
Um dos adultos comentava com o amigo que enfrentou filas para comprar o ingresso para o jogo desta noite. O outro, que sempre compra com antecedência os carnês dos jogos do Paulistão, não precisou enfrentar filas para garantir um dos 15 mil ingressos vendidos antecipadamente. E se gabava disto.
O botafoguense estava ansioso por ver mais uma vez as três promessas que saíram das categorias de base no início do ano e que estão arrebentando a boca do balão, provando mais uma vez a vocação do Tricolor em revelar craques.
O comercialino não ficou atrás e dizia que agora, nesta nova fase, com o time de volta à primeira divisão, os ares mudaram totalmente. Sua preocupação era debater com o amigo se haveria espaço suficiente para a torcida do Leão no Santa Cruz. O que foi logo rebatido pelo amigo, lembrando que no último clássico os visitantes não chegaram nem na metade do campo. O jogo não era na Jóia e chegar até a churrasqueira já mostrava a grandeza da sua torcida, replicava o alvinegro. Tudo no maior alto astral. Ambos não se esqueceram de comentar a rodada que virá no final de semana. O Comercial no Parque Antártica contra o Palmeiras e o Botafogo, contra o Corinthians, também no Santa Cruz. A pergunta era quem manteria o embalo para encarar os grandes.
Quando chegou a minha vez no balcão, olhei para ver onde estavam aqueles dois. Comprei um sonho e um refrigerante e fui embora. Percebi que a fome estava causando alucinações.
Sertãozinho...
O Sertãozinho está fazendo uma força danada para cair. Ontem o time vencia o Paulista por 2 a 0 e dominava o jogo. Mas permitiu a virada. A cada jogo vem provando que o time vive um mau momento psicológico e que as conseqüências podem ser trágicas.
O Touro não tem um time ruim, já disse e vou repetir. Mas a fase é ruim e o clima está ficando pesado.
Comentários na vizinha cidade dão conta de que os jogadores (a maioria) festejou a saída de Barbieri. Resta saber o que a diretoria está pensando. Manterá Nenê? O Santos vem aí.