Economia
Quarta-Feira, 27 de Fevereiro 2008 - 23h35
TARIFA EM DISCUSSÃO Equipamentos da CPFL, que distribui eletricidade em Ribeirão e na região
A conta de luz deverá sofrer redução de 14,02% a partir de abril nos 234 municípios atendidos pela CPFL Energia. O porcentual foi definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas ainda pode sofrer alterações para cima ou para baixo. A concessionária pede que a diminuição da tarifa fique em 12%.
A redução da tarifa faz parte da proposta preliminar de revisão da CPFL Paulista para as tarifas da empresa. Segundo a Aneel, o índice médio negativo é resultante da maior produtividade da empresa e do menor custo médio de capital (que define a remuneração das concessionárias), calculados no processo de revisão tarifária.
O índice definitivo resultante do processo de audiência entrará em vigor no próximo dia 8 de abril, quando será publicado no Diário Oficial da União. A distribuidora fornece energia para 3,3 milhões de unidades consumidoras do interior de São Paulo.
A Aneel encerrou ontem, em Campinas, a etapa de contribuições à audiência pública de revisão tarifária periódica da distribuidora Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), iniciada no último dia 31 de janeiro.
A reunião de ontem, conduzida pela diretora da Aneel Joísa Campanher Dutra Saraiva, teve a participação de 372 representantes de consumidores, instituições públicas e privadas, entidades de defesa do consumidor e associações de classe. Do total dos presentes, 18 apresentaram sugestões para aperfeiçoar o processo.
Região participou da audiência pública
Representantes de empresas de Ribeirão Preto, Sertãozinho, Franca, São Carlos, Matão, Araraquara e de São José do Rio Preto participaram da audiência pública sobre a revisão tarifária da CPFL, ontem em Campinas. Eles integram o Comitê Técnico de Energia criado há dois anos pelo sistema Fiesp/Ciesp, a partir da regional de RP.
Durante os últimos 24 meses, o Comitê aprendeu a dominar a complexidade do sistema de tarifação de eletricidade.
Segundo Fabiano Guimarães, gerente da regional da Fiesp/Ciesp, o Comitê participou da audiência e questionou recursos financeiros que a concessionária pretende manter mas que, no entender dos integrantes do grupo, não são necessários.
“Não dá para abrir as pernas”, afirma.
DA REPORTAGEM