Esportes
Quinta-Feira, 28 de Fevereiro 2008 - 0h53
DANÇA DO CRÉU Na comemoração do segundo gol e ao final do jogo, os botafoguenses foram em direção à torcida e dançaram o créu; Tricolor venceu com gols de Claudionor e do craque João Henrique afundando o rival na Série A2
No embalo do créu, a dança que virou febre no Brasil, o torcedor do Botafogo fez a festa com os jogadores após a vitória sobre o arqui-rival por 2 a 1, no clássico Come-Fogo realizado ontem no estádio Santa Cruz.
O Tricolor teve motivos de sobra para comemorar, pois o Comercial valorizou o resultado. Chegou a terminar o primeiro tempo em vantagem com um gol de Júnior Ferrim, apesar de estar com um jogador a menos.
Mas no segundo tempo o Botafogo voltou melhor e a vantagem de ter um jogador a mais em campo fez a diferença. O time conseguiu a virada com Claudionor, aos 10 minutos e João Henrique, aos 34 minutos. Com o resultado o Tricolor alcançou os 13 pontos e deu um salto na tabela, terminando a rodada na 10ª colocação, um ponto apenas fora do G8.
Esta foi a terceira vitória da equipe na Série A2, e a primeira em casa sob o comando do técnico Luciano Dias.
Já o Comercial continua com apenas cinco pontos, na vice-lanterna da A2 e cada vez mais ameaçado de rebaixamento. Em 10 partidas o time venceu apenas um jogo. Na próxima rodada o Comercial recebe o Monte Azul, domingo no estádio Palma Travassos. O Botafogo joga um dia antes contra o Catanduvense, no Santa Cruz. O time de Catanduva é concorrente direto do Tricolor por uma das oito vagas na próxima fase e está na nona colocação, com 14 pontos.
O jogo
Os primeiros minutos do jogo escreveram antecipadamente o desfecho do jogo. A expulsão do jogador Pires por entrada violenta aos três minutos desmontou o esquema tático de Leandro Campos. Mas o Botafogo não soube tirar proveito. Para piorar, conseguia ficar exposto aos contra-ataques do Comercial, mesmo em inferioridade númerica. O goleiro Roberto fez uma boa defesa aos oito minutos, desviando um chute que foi em direçao ao ângulo superior direito. O jogo passou a ficar arrastado e sem criatividade. Mal em campo, o Botafogo não conseguia chegar ao gol adversário com perigo.
O Comercial reclamou de um impedimento duvidoso que anulou o gol de Junior Ferrim. Mas aos 47 minutos, em um descuido da defesa do Botafogo, o atacante Wagner ganhou a jogada na ponta esquerda invadiu a área e cruzou na medida para Ferrim, que na corrida tocou de cabeça se antecipando ao goleiro botafoguense. A festa foi em preto e branco.
No segundo tempo o Comercial voltou recuado. Mesmo assim teve uma boa chance aos dois minutos quando o lateral Renan perdeu a bola e Leandro Ferreira quase fez um golaço do meio campo.
Depois disto só deu Botafogo. O gol de empate saiu de uma jogada trabalhada no meio campo. João Henrique invadiu a grande área e chutou cruzado, a bola passou do goleiro Flávio Mendes e tocou na trave. No rebote, Claudionor, sem marcação alguma, empurrou para o gol e empatou o jogo.
Depois do gol de Claudionor, o Bota cresceu no jogo e a virada passou a ser uma questão de tempo. E o gol que decidiu o clássico saiu do melhor jogador do Botafogo. João Henrique.
Aos 33 o meia João Henrique decidiu o jogo. O camisa 10 botafoguense passou por dois jogadores do Comercial e com a perna esquerda colocou a bola no ângulo do goleiro Flávio Mendes. Um golaço, que valeu o preço do ingresso.
Na base do desespero o Comercial tentou chegar ao empate e foi com tudo para cima. Aos 41, Victor Santana penetrou na área mas chutou cruzado, mas sem força nas mãos de Roberto.
Vantagem ampliada
A vitória no dérbi ampliou a vantagem do Botafogo nos confrontos com o Comercial. Agora o Botafogo tem 53 vitórias em 128 confrontos. O Comercial permanece com 27 vitórias e os empates somam 48 partidas.
Estádio: Santa Cruz, em Rib. Preto.
Árbitro: Paulo César de Oliveira.
C.A: Claudionor (BOT); Félix, L. Ferreira e Jr. Ferrim (COM). C.V: Pires (COM).
Gols: Júnior Ferrim 47’1º (0x1), Claudionor 10’2º (1x1) e João Henrique 33’2º (2x1)
BOTAFOGO
Roberto; Róbson Goiano, Frede, Johildo e Renan (Mazinho); Cenedesi, Lau, Wágner (Claudionor), Léo Dias e João Henrique; Welington Vieira (Magrão).
Técnico: Luciano Dias
COMERCIAL
Flávio Mendes; Guerra, Félix, Samuel e Raimundo Martins (Dykson); Gustavo, Pires, Glaydstone (Fernando) e Leandro Ferreira; Júnior Ferrim e Wagner (Victor Santana).
Técnico: Leandro Campos
IGOR RAMOS E RAFAEL GONÇALVES