Esportes
Quinta-Feira, 28 de Fevereiro 2008 - 1h12
JOÃO HENRIQUE Meia atacante do Botafogo fez o golaço que matou o jogo e não permitiu a reação comercialina ontem no Santa Cruz
A vitória na noite de ontem sobre o rival trouxe um novo ânimo para o Botafogo no Campeonato Paulista da Série A2. Ao final da partida, os jogadores do Tricolor seguiram até a torcida para comemorar o resultado de 2 a 1 mais uma vez com a ‘Dança do Créu’, que começou a agitar os botafoguenses quando meia João Henrique fez o gol da vitória.
Fator de desequilíbrio no 128º Come-Fogo, João Henrique, de 24 anos, contou após o jogo que chegou a se sentir como se estivesse em um clássico carioca, jogando no gramado do Maracanã. “A presença da torcida motivou muito, a nova bandeira que eles estenderam também. Estava tudo muito parecido com o Maracanã”, afirmou João Henrique, o idealizador do créu tricolor.
“Essa comemoração surgiu na hora. Eu tenho assistido aos jogos dos demais campeonatos e essa música do créu tem feito sucesso. Eu não quis provocar ninguém, mas na hora do gol puxei os jogadores e falei pra dançarmos o créu”, contou o camisa 10, que agora soma cinco gols na Série A2. A inspiração para o créu botafoguense veio da final da Taça Guanabara disputada no Rio de Janeiro, quando o Flamengo venceu o Botafogo por 2 a 1, mesmo placar do clássico de ontem.
O goleiro Roberto, que assim como muitos jogadores participou do primeiro Come-Fogo, também gostou da idéia de João Henrique. “A dança do créu foi na hora mesmo. Eu estava comemorando com a torcida e não cheguei a participar com os jogadores. Mas agora o créu já foi feito”, disse o goleiro demonstrando toda a felicidade pela vitória sobre o rival.
O golaço de João Henrique, com um chute de esquerda no ângulo de Flávio Mendes, abriu caminho para a festa do Tricolor. “Graças a Deus foi um golaço. Um chute de perna esquerda que teve endereço certo”, contou o jogador. “Mas não adianta ganhar o Come-Fogo e perder no sábado [para o Catanduvense]”, avisou.
“Essa vitória motiva muito. Foi num clássico, de virada, e com certeza muda totalmente o clima”, disse Roberto. “Fomos surpreendido no começo. O time deles teve um jogador expulso no começo do jogo e mesmo assim conseguiram fazer o gol”, completou o goleiro, que não gostaria de ver o rival rebaixado para a Série A3. “Para a cidade isso é ruim. Vou torcer para que nós consigamos o acesso e para que eles se recuperem e continuem na Série A2”.
Ao contrário dos botafoguenses, os comercialinos seguiram logo para o estádio Palma Travassos. O técnico Leandro Campos evitou comentar sobre a derrota. “Estamos de cabeça quente por esse resultado. Falarei depois”, limitou-se a dizer o treinador comercialino. Campos perdeu o meia Leandro Ferreira, que, suspenso, não poderá jogar no domingo diante do Monte Azul.
Dispensado no dia do clássico
A quarta-feira não foi apenas de movimentação em Ribeirão Preto em virtude do clássico entre Comercial e Botafogo. Ontem, no dia em que os dois rivais se enfrentaram, a diretoria do Tricolor liberou o lateral-direito Wesley, que já não foi aproveitado no jogo do sábado passado contra o Santo André.
No momento de sua saída, o mineiro Wesley, de 27 anos, já teria acertado com uma nova equipe para poder dar continuidade na carreira.
Contratado no ano passado para disputar a Copa FPF, o lateral-direito foi titular botafoguense nos cinco primeiros jogos da Série A2 e marcou um gol na vitória sobre a Inter de Limeira. Em sua passagem pelo Bota, o jogador fez 24 jogos e marcou três gols.
Atuações do Botafogo
Roberto Foi exigido no primeiro tempo e fez grande defesa, não teve culpa no gol Nota 6,5
Róbson Goiano Apagado no início, arriscou pouco no apoio Nota 6
Frede É um dos personagens dos pesadelos dos torcedores botafoguenses Nota 5,5,
Johildo Parceiro de zaga, deixa a torcida com frio na espinha a cada jogada Nota 5,5
Renan Nervoso em campo, errou muito e fui substituído. O pior da defesa Nota 4,5
Mazinho Entrou no lugar de Renan no segundo tempo e pouco acrescentou Nota 5,5
Cenedesi Ajudou a melhorar a marcação no segundo tempo, cresceu com o time Nota 5,5
Lau Sentiu a falta de entrosamento na estréia, mas não comprometeu Nota 6
Wágner Foi tímido na armação das jogadas e esquema o prendeu na marcação Nota 6
Claudionor Entrou no time e no segundo tempo deu mais ritmo ao meio campo Nota 6,5
Léo Dias Mostrou o vigor de sempre e ajudou a sufocar o rival Nota 6,5
João Henrique Uma ilha de talento no rio de cabeças de bagre. Golaço Nota 7,5
Welington Vieira Foi sacrificado no início e pouco jogou Sem nota
Magrão Teve a sua chance mais foi pouco notado em campo Nota 5,5
Luciano Dias Infeliz no primeiro tempo, conseguiu por equipe no ataque no segundo Nota 6
Atuações do Comercial
Flávio Mendes Não teve culpa nos gols do Botafogo. Foi seguro quando exigido Nota 6
Guerra Um dos principais jogadores do time, comandou o setor direito Nota 7
Félix Sem grande atuação no clássico, o zagueiro fez o comum: chutão para frente Nota 5
Samuel O gigante da defesa alvinegra ainda ajudou no ataque e quase e fez um gol Nota 6,5
Raimundo Martins Começou a todo vapor, mas foi caindo de produção Nota 5
Gustavo O garoto começou o clássico como titular e não comprometeu o time Nota 5,5
Pires Expulso com dois minutos de jogo. Nem chegou a tocar na bola Nota 1
Glaydstone Figura decorativa no meio, saiu machucado no primeiro tempo Nota 4
Leandro Ferreira Arriscou alguns chutes de longe, mas não armou jogadas Nota 5,5
Júnior Ferrim Brigou e mostrou oportunismo ao fazer o gol do Leão Nota 6,5
Wágner Boa participação no primeiro tempo, deu o passe para o gol, mas sumiu no final Nota 6
Fernando Entrou no lugar de Glaydstone, mas nada pôde fazer para evitar a derrota Nota 5
Dykson Entrou na vaga de Raimundo. Mal teve tempo para ajudar o Comercial Nota 4,5
Victor Santana Entrou em campo faltando dez minutos para o fim do jogo Nota 5
Leandro Campos Bem no primeiro tempo, mas demorou para mexer no segundo Nota 5
DA REPORTAGEM