Vicente Golfeto
Sexta-Feira, 29 de Fevereiro 2008 - 23h17 Embora a perfeição seja feita de detalhes ela não é um simples detalhe. A mulher vê a árvore enquanto o homem vê a floresta, diz sabedoria popular. Por isto, se completam. Um fica com o olho focado na parte. Já o outro vê o todo. A parte é o detalhe. Que a mulher vê melhor.
O desenvolvimento é uma busca constante da perfeição. Daí vem uma das neuroses mais agudas da atualidade. E que mais fazem a pessoa sofrer. Referimo-nos ao perfeccionismo. Por isto, a perfeição é desumana. Sua busca é uma constante exatamente porque o ser humano – imperfeito – é filho de um ser perfeito.
São muitas as razões que têm feito acelerar a participação da mulher no mercado de trabalho, iniciada com a revolução industrial. As mudanças na estrutura familiar, com as conseqüências de todos conhecidas, são um corolário disto.
A matéria de Hélio Pelissari – na edição de 3 de novembro de 2 007 deste A Cidade – tem como título: “metalúrgica prefere mulheres”. Claro que a força por trás da mudança foi a necessidade. Que é não apenas a mãe da criação, a mãe da inteligência. É ela – e não a ideologia – o motor que modifica o mundo.
O setor metalúrgico de Sertãozinho vive um boom econômico, atrelado ao excelente momento vivido pela agroindústria da cana-de-açúcar. Falta mão-de-obra masculina em oferta. A procura direcionou-se na busca por mulheres. “Elas obedecem mais, faltam menos e trabalham mais”. Que conclusão! E os reflexos são sempre em Batatais, que perde mão-de-obra. Daí a inovação da Bertanha, empresa de máquinas agrícolas.
Platão dizia que “no momento em que as mulheres se igualarem aos homens, elas se tornarão seus superiores”. Esta realidade faz vir à tona a Cosa Nostra, quando diz: “se você permitir que os seus amigos – ou os seus inimigos – se sintam iguais a você, eles imediatamente se sentirão superiores”. Mas as mulheres não se sentem apenas. Elas se tornam efetivamente.