Opinião
Sexta-Feira, 29 de Fevereiro 2008 - 23h18 Além de bissexto, 2008 é um ano eleitoral. Ainda não estão definidas as candidaturas, mas os partidos acenam claramente com possíveis pretendentes aos cargos de prefeito. E há também os que avisam que serão, sim, postulantes, a uma vaga na Câmara. É nesse cenário pré-eleitoral, que promete aquecer-se rapidamente, que assistimos, anteontem, a mais um episódio político.
A Câmara de Ribeirão Preto mostrou o que prevalece, ao aprovar, numa votação apertada, o pregão eletrônico, mas junto com o pregão presencial. Portanto, o projeto original [da vereadora Silvana Resende, do PSDB], foi trocado, por outro da Mesa, para continuar a permitir o mesmo tipo de negociação das licitações convencionais.
Trocando em miúdos, a Câmara deve continuar sem e-pregão, já que não existe nenhuma obrigação de que seja feito só o procedimento eletrônico, considerado muito mais transparente, econômico e ético.
Se isso acontecer, ao invés de avançar, estacionaremos. Ou retrocederemos, porque perderemos a chance de nos equiparar a câmaras como as de Diadema e Porto Alegre, que já usam, com sucesso e ótimos resultados, o novo processo. A Prefeitura de Ribeirão também opta pelo método. Por que então a nossa Câmara Municipal parece preferir esse morno meio-termo? Para não usar o projeto original, mudou-o, de maneira que não seja preciso haver mudança real e concreta nos procedimentos.
Estamos fadados a manter um pé no passado e outro pé no presente. Nada de grandes avanços. Ou já teríamos, sem qualquer dúvida, adotado o e-pregão na Câmara de Ribeirão Preto.