Hamilton de Andrade Lemos
Segunda-Feira, 3 de Março 2008 - 22h17 Chegou a hora, contribuinte brasileiro! O país precisa de você, particularmente do seu dinheiro.
E sem choro: chama imposto porque você não pode se negar à participação.
Bata o joelho no chão e agarre a rezar.
Tem gente que acha que não paga imposto.
Para seus cálculos, tudo o que você compra, do supermercado à farmácia, da cachaça ao sonrisal, já tem uma quantidade razoável deles, embutidos.
Em média, todos os dias trabalhados no ano, até meados de maio, são para pagar este imposto. Agora chegou a hora do outro: o de renda.
Se você está na classificação Miserável, não há com o que se preocupar.
Quem não ganha merreca nenhuma ou está tragicamente perto disso cai na categoria dos isentos. Isento de pagar mais alguma coisa, mas não de declarar.
É quase que uma confissão de pobreza, para ver se você cria vergonha na cara e larga desta vida.
No outro extremo, temos os casos daqueles que ganharam alguma grana e, por isso, terão que se explicar com o fisco.
O único jeito é correr atrás de comprovar algumas despesas.
- Meu senhor, o senhor caiu na malha fina!
- Mas como? Eu declarei tudo direitinho!
- É, mas no item Deduções, o senhor declarou que tem 2 amantes, 3 filhos fora do casamento e que votou no Lula.
- Bom, eu pensei que era pra ser sincero!
- Mas não é nada disso! É para descrever as despesas que podem ser abatidas no imposto!
- Meu amigo, você não imagina o quanto já me custaram essas coisas todas...