Rodas e Cia
Terça-Feira, 4 de Março 2008 - 23h23 Dizer que um carro que tem preço de R$ 124.890 é barato pode soar como um despropósito. Mas dentro do restrito segmento dos conversíveis à venda no Brasil, essa afirmação faz sentido. Afinal, o recém-lançado Renault Mégane Coupé Cabriolet é R$ 20.710 mais em conta do que o seu único rival direto no momento, o Peugeot 307 CC, que sai por R$ 145.600.
Além da origem francesa, os dois compartilham as capotas rígidas e o motor 2.0 de 16 válvulas. O próximo concorrente deverá ser o Volkswagen Eos, feito em Portugal, que chegará este ano. Mas enquanto isso não ocorre, o Mégane mostra seus predicados. Que para a Renault devem se traduzir em pouco mais de 100 unidades vendidas neste ano (em 2007, o 307 CC teve 88 emplacamentos).
A frente é a da fase 2 do Mégane europeu. Mas a grande atração é mesmo a capota rígida. Desenvolvida pela Karmann, ela permite a entrada de bastante luz mesmo quando fechada, graças à parte central, toda de vidro. Para escurecer, há uma tela manual retrátil. O teto é elétrico e a passagem de cupê para conversível ou vice-versa leva 22 segundos. Com a capota fechada, o porta-malas tem capacidade de 490 litros. Quando baixada, são apenas 190 litros. O motor 2.0 16V é o mesmo dos irmãos nacionais, assim como o câmbio automático de quatro marchas com comando seqüencial. Um conjunto nada esportivo. É carro para desfilar tranqüilo.
O grafismo e a iluminação do quadro de instrumentos, no interior, são distintos dos irmãos nacionais. Comum nesse segmento, o banco traseiro é apertado.
Disponível em configuração única, Dynamique, o Renault tem de série ar-condicionado digital e bancos de couro (inexistentes no Mégane nacional), seis airbags, CD player com disqueteira, direção elétrica, freios ABS, rodas de liga leve de 16”.