Jornal A CIDADE

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Júlio Chiavenato

Terça-Feira, 4 de Março 2008 - 23h32

A guerra que falta


É o que faltava: guerra entre a Colômbia, do “narco-amigo” Uribe, e a Venezuela, do destemperado Chávez. No meio afoga-se o Equador. Com um pé em cada canoa furada o Brasil, do dúbio Lula. Arreganhando os dentes, a indústria bélica. E, nem sim, nem não, talvez, quem sabe, a imprensa.
Os Estados Unidos têm vinte bases aéreas cercando a Amazônia. Em 2002 essas bases consumiam 337 milhões de dólares anualmente e mantinham 1.500 soldados. Estava em marcha o Plano Colômbia, uma forma de invadir a Amazônia pelos territórios colombiano e venezuelano, que pretextando combater o narcotráfico, pretendia ocupar militarmente o norte da América do Sul. O Southcom é o departamento do governo dos EUA responsável pelas operações militares na América do Sul. Estava indicado para comandá-lo o general Peter Pace (hoje chefe do Estado Maior dos EUA), veterano do Vietnã, no comando de 48 mil homens.
As três mais importantes bases militares norte-americanas na América do Sul são a de Manta, no Equador, outra em Aruba e uma Curaçao, que sitiam estrategicamente a Venezuela, levando-se em conta que a Colômbia já está ocupada, politicamente pela submissão de Uribe, fichado como traficante no Departamento de Estado, e militarmente por centenas de “adidos” e “especialistas” no combate à guerrilha.
O pretexto é exterminar o tráfico. Porém, o tráfico só aumenta. Estas bases e a ocupação militar visam especificamente o domínio da Amazônia. Que só não aconteceu ainda porque Fernando Henrique Cardoso foi desmascarado. Ele pretendia ceder aos norte-americanos o controle da base brasileira de Alcântara, o que só não ocorreu pela denúncia do tratado imoral que ele tentou assinar com os Estados Unidos.
Desde 2002 armava-se o teatro.

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