Hamilton de Andrade Lemos
Terça-Feira, 4 de Março 2008 - 23h33 Alguns disseram que não era pra tanto, já que os dois times deveriam ser considerados irmãos, conforme Alcântara Machado no seu Brás, Bexiga e Barra Funda. Mas os irmãos Roberto e Erik, respectivamente palmeirense e corintiano, levaram a disputa às últimas conseqüências. Após a derrota do segundo, brigaram e Erik matou Roberto a golpes de enxada.
Tentando encontrar algo de bom na história – todas elas têm – descobri que o diálogo, embora mais civilizado, deixa muito a desejar em eficiência. Ou seja, na hora do impasse, a enxada pode ser decisiva.
Por exemplo, você está no estacionamento do shopping, aguardando por uma vaga. Quando finalmente ela surge, um apressadinho corre na sua frente e estaciona. Você vai até o cidadão e adverte: - Desculpe, caro amigo! Mas eu estava aguardando esta vaga e suponho que tenha direito a ela! Gentilmente, seu interlocutor responde: - Ah, dançou! O mundo é dos espertos, cara! Você que se f...
Diga se não é o momento recorrer à enxada? Pelo menos no que diz respeito ao cabo, agraciando o mal educado com uma explicação pormenorizada de respeito e educação. No Big Brother também. Tanta falação, tanto nhém-nhém-nhém que poderia ser facilmente resolvido se, ao adentrarem a tal casa, todos eles recebessem uma enxada novinha. As próximas eleições municipais também ficariam bem mais eficientes dentro deste modelo. Numa CPI, a enxada seria soberana!
Hum...mas percebo que o amigo leitor não está concordando comigo. Deve estar pensando que a violência não leva a lugar nenhum e devemos persistir na defesa das idéias. Não sei não! Acho que não quero discutir mais este assunto. Prefiro buscar minha enxada!