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Júlio Chiavenato

Quarta-Feira, 5 de Março 2008 - 22h51

Por que guerra


O apoio de Bush ao colombiano Uribe é um incitamento à guerra. Na sua “etapa superior” o capitalismo exige guerras. A história dos Estados Unidos é a história das agressões contra quem resistiu à sua dominação econômica e geopolítica. Para favorecer seus oligopólios os EUA não se detêm diante de nada. Depois do holocausto nazista são os maiores criminosos de guerra. Não se trata “apenas” de Nagasaki e Hiroshima, mas dos bombardeamentos de Roma e Nurenberg (com o auxílio da Inglaterra), visando alvos civis para desmoralizar o inimigo. E nem é preciso lembrar o Vietnã, com militares ensandecidos incendiando florestas, aldeias e pessoas.
No sábado escrevi sobre o desaparecimento do empresário de armas brasileiro João Verdi, quando o Brasil e vários exércitos da América do Sul preparam-se para reformar seu equipamento. Ontem escrevi que a crise entre Colômbia e Venezuela poderia ser a guerra que falta para a indústria armamentista. Os apressados da hora, que acusam análises como estas de frutos de uma “teoria conspirativa da história”, fiquem calminhos: não creio em nenhuma conspiração, só junto os fatos.
Bush, representando o mais retrógrado conservadorismo agressivo norte-americano, sabe que uma guerra entre Venezuela e Colômbia é lucro certo. Há petróleo no meio; há um destemperado Chávez; e um boneco que ele pode manobrar: Uribe, não por acaso, conhecido pelo Departamento de Estado como amigo dos narcotraficantes, sócio do falecido Pablo Escobar.
O Brasil é o único país da América do Sul em que os EUA não conseguiram assentar tropas e bases militares. Temos muito a preservar, inclusive a Amazônia, e não podemos entrar no jogo de loucos como Bush, impulsivos como Chávez e de corruptos como Uribe.

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