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Márcio Bernardes

Segunda-Feira, 10 de Março 2008 - 22h27

Questão de Opinião


(São Paulo)-Fiquei alguns dias pensando como deve ter sido a conversa entre Pelé e Ricardo Teixeira para que o Rei seja o embaixador do Brasil na promoção da Copa de 2014.
Será que foi um encontro formal ou informal? Quem será que quebrou o gelo? Essas e outras dúvidas têm justificativas.
Afinal, todos sabemos que os dois não se bicam. Basta lembrar a apresentação do projeto brasileiro na Fifa no ano passado. Lula esteve presente, vários governadores também foram à Suíça, ministros não perderam a chance de aparecer.
Romário e Paulo Coelho sentaram-se à mesa principal. Mas a imprensa internacional só queria saber uma coisa: por que Pelé não estava lá?
A televisão mostrou agora Teixeira e Pelé divulgando o acordo e cheios de sorrisos. Muito intere$$ante!?

Leandro Amaral
Indiscutivelmente um grande jogador. Mas o filho do ex-volante do Palmeiras, Julio Amaral, pisou na bola, chutou o pênalti pra fora e agora está numa sinuca de bico. Vai precisar chamar Rui Chapéu. Ou depender da bondade e benevolência de Eurico Miranda.
Leandro não cumpriu o que assinou no contrato de dois anos com o Vasco da Gama. Conseguiu uma liminar na justiça do trabalho, foi para o Fluminense que o aliciou e agora com a sentença judicial definitiva tem de voltar a São Januário.
A ambição desmedida é inimiga do bom senso. Por isso, Leandro terá de se acertar com Eurico. E é claro que o cartola vai querer levar alguma vantagem, porque a multa é pesada.

Agressão desnecessária
A impressão que deu foi que a feijoada de sábado não fez bem ao presidente Juvenal Juvêncio.
Porque na entrevista que concedeu ao repórter Gustavo Zupak, da Transamérica, antes do jogo, o presidente do Tricolor detonou a Portuguesa.
Ao falar entusiasmado da torcida do seu time que lotava o estádio, Juvenal disse que não via um torcedor da Lusa. E acrescentou que o São Paulo já tem a terceira maior torcida do Brasil.
E por aí afora. Poderia ficar nisso! Mas preferiu dizer que a Portuguesa nunca será grande porque não tem torcida e que está a fadada a sua pequenez.
Manoel da Lupa, presidente da Lusa, ouviu a gravação da entrevista depois do jogo e foi diplomático. Não atacou Juvenal, tirou um sarro no adversário pela vitória do seu time e salientou que o são-paulino deve ter falado desse jeito porque tomou umas três ou quatro a mais.
Ser chamado de bêbado não é legal.

*Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio e professor universitário.
Site: www.marciobernardes.com.br

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