Rodas e Cia
Terça-Feira, 11 de Março 2008 - 23h35
CRÓSTA E SEU GORDINI “É difícil encontrar carro tão original e conservado quanto o meu. Nada tem folga, a começar pelo seu câmbio”
O “jovem quarentão” mantém a aura de veículo popular e, por onde passa, arranca suspiros de admiração. O Gordine IV 1968 é uma das relíquias que o ribeirão-pretano Eduardo Penteado Crósta, 51, administrador de empresas, antigomobilista e presidente do Faixa Branca Clube do Carro Antigo, conserva em sua coleção.
“Ganhou prêmio de melhor restauração no Brazil Classics Fiat Show, dentro do 16º Encontro de Automóveis Antigos de Araxá, em 2004”.
Crósta não economiza palavras quando fala de seu xodó. “É difícil encontrar carro tão original e conservado quanto o meu. Nada tem folga, a começar pelo seu câmbio de quatro marchas à frente e uma à ré”.
Crósta conta que a restauração durou dois anos e “foi uma das mais belas que foram executadas”.
Impecável por fora e por dentro o “gordinão”, apelido carinhoso que recebeu na época em que reinava, tem mecânica confiável, mesmo com fama de seu motor com 40 hp e 850 cm³, esquentar demais, fazendo com que a água do radiador fervesse e deixasse seu dono na mão.
“Tudo é questão de manutenção e nos oito anos que estou com ele, não deixo nada estragar”, afirma o colecionador. “Meu Gordine tem manual do proprietário, um dos diferenciais em relação a outros da mesma marca e ano. Dos automóveis do meu acervo, dispenso muito carinho e cuidado para com ele, sua importância é relevante para indústria automobilística nacional”, diz Crósta.