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Opinião

Quarta-Feira, 12 de Março 2008 - 22h57

Prestação de contas


O Tribunal de Contas do Estado - TCE - elenca algumas irregularidades para a reprovação das contas da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, em 2004, quando já era presidente o vereador Leopoldo Paulino. Entre eles, a compra de 435 quilos de polpa de frutas, no período de um mês.
Também constam adiantamentos irregulares para vereadores e ainda a não devolução de valores de até R$ 38 mil, pelo presidente da Casa e pelo ex-vereador Donizete Rosa.
Tudo isso deve ser evidentemente explicado - e muito bem explicado - ao principal interessado na questão: o munícipe, que paga impostos, é eleitor, e acima de tudo quer saber como funciona a Casa que deveria trabalhar, sempre, para representar os seus principais interesses.
Este é um momento delicado. Não se deve entrar em qualquer mérito pessoal. Muito menos criar ondas de denuncismo, ou, em clima de ano eleitoral, esbravejar por retaliações, para, por todos os meios, atingir fins que fujam à defesa do melhor serviço público.
Mas é preciso apurar, criteriosamente o que aconteceu no ano de 2004 no legislativo da cidade sede de uma das mais importantes regiões do Interior do Brasil.
Como o processo ainda espera por julgamento de recurso interposto pela Câmara deve-se aguardar pela tramitação normal e democrática. Mas seria de suma importância ter, desde já, todos os esclarecimentos através dos envolvidos na questão. Não é nenhum favor: é uma clara e cristalina obrigação.
Para citar uma palavra incorporada recentemente ao léxico político pelo presidente da República, o que se quer é a mais absoluta transparência.

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