Hamilton de Andrade Lemos
Sexta-Feira, 14 de Março 2008 - 23h40 Não é mais um artigo sobre empresas e coisas do gênero. É sobre uma mulher que passou dois anos sentada no vaso sanitário. Aconteceu, é claro, nos Estados Unidos, o país mais maluco do mundo.
Também não é um caso de intestino preso, pois este certamente iria direto para o Guiness Book. Tampouco se trata de um turista que, visitando a Bahia, quis conhecer toda a essência da culinária local.
Acontece que Pam (este é seu nome) teve um tipo de bloqueio, psicológico, que a impediu de levantar-se da privada, na casa de seu namorado. Interessante anotar que foi ele quem a alimentou durante todo este tempo, enquanto insistia para que ela saísse dali. Muito justo, visto que o banheiro é dele e, portanto, tem todo o direito de fazer uso do mesmo.
Veja o que é o amor: a relação do casal continuou normal durante a estada de Pam. Não sei qual a noção de normalidade dos personagens, mas eu acharia bem estranho namorar alguém que estivesse 24 horas por dia sentado num vaso sanitário. Urgh!
A moça teve algumas seqüelas por ficar na posição. Imagine só! Se meus pés formigam só por ler o jornal, imagine o que deve ter acontecido com a pobre, após quase 700 dias. A pele do traseiro de Pam grudou na superfície da privada e ambos só puderam ser separados no hospital. Ou seja, a moça teve que viajar de ambulância com a louça pregada na bunda. Isso acaba com a dignidade de qualquer um!
Conto o fato, que poucos jornais noticiaram, pelo aspecto insólito e também para que sirva de exemplo de como podemos nos acostumar às situações mais extremas, continuando a viver como se tudo estivesse normal. Viver no Brasil é um pouco desta história.