Opinião
Sexta-Feira, 14 de Março 2008 - 23h40 Uma pesquisa aponta quais são os bairros campeões em vandalismo em Ribeirão Preto. Independentemente dos nomes que eles tenham, onde se localizam, que classes sociais abrigam, o que preocupa é que haja tantos atos de depredação do patrimônio público. A pesquisa fala de placas de trânsito. Mas há outros problemas. Um exemplo clássico: orelhões danificados. Houve uma época, anterior à da popularização dos celulares, em que um orelhão poderia fazer a diferença entre a vida e a morte. Hoje, telefones públicos ainda são importantes para quem ainda não conseguiu acesso ao celular ou ao fixo. E eles continuam sendo pichados, quebrados, roubados.
O mesmo acontece com os muros de prédios, públicos ou não. Com bancos de praça. Com luminárias de rua ou de jardim. Com lâmpadas, que precisam ser repostas. Obviamente, isso custa dinheiro. Dá trabalho. Implica escuridão e, conseqüentemente, menor segurança para quem circula na área.
Outras vítimas indefesas de vandalismo são bustos, hermas, estátuas, privadas de peças como óculos, placas de bronze e de identificação.
No momento em que cobramos dos poderes públicos transparência, gestão honesta e competente dos recursos que vêm da cobrança de impostos, precisamos, também, cobrar a nós mesmos, cidadãos. Até quando assinaremos a nossa própria falência ética e moral? Todo ato de vandalismo é um ato de auto-boicote. Estamos penalizando a nós mesmos. E não merecemos isso.
Precisamos priorizar, nas escolas, aulas que sensibilizem as crianças para a preservação do que é público. Ou seja, do que é do povo.