Vicente Golfeto
Segunda-Feira, 17 de Março 2008 - 22h20 O barão do Rio Branco dizia que “a inveja é o preço da glória”. Mas às vezes, para se ser invejado, não é necessário nem ter chegado à glória. Um pequeno sucesso – e, não raro, tem gente que tem inveja até dos tombos que levamos – já inflama o ressentimento dos invejosos.
O ser humano superior admira. O ser humano inferior inveja.
Mas a inveja se manifesta igualmente entre países. É neste contexto que entendemos a realidade norte-americana.
As atitudes negativas em relação aos Estados Unidos derivam de uma dupla oposição: a oposição ao que os Estados Unidos fazem e a oposição ao que os Estados Unidos são. Ambas podem levar a críticas e desconfianças mas a última é a força profunda.
Claro que os Estados Unidos tomam atitudes imperialistas que acabam gerando desconfiança e mal-estar. Os norte-americanos mesmos têm uma capacidade enorme de sair das crises e fazerem os outros pagarem por elas. É da natureza deles enquanto povo. Claro que este fato agrava a predisposição contrária. Mas não são os defeitos dos Estado Unidos os fatores determinantes da oposição que sofrem. Os fatores determinantes mesmo são as qualidades, dentre as quais se destaca uma: a capacidade de gerar riqueza, de transformar ônus em bônus, de ser a forja onde se constrói o futuro.
O que acontece com as pessoas, acontece com os países.
Da mesma maneira que os Estados Unidos são invejados – e, portanto, sofrem oposição – o Brasil, também em escala bem menor, igualmente tem oposição. Que deverá aumentar na medida em que mostrarmos ao mundo que dispomos de quatro componentes essenciais. São eles: minérios, petróleo – agora, mais do que nunca – alimentos e água. Este o zape a ser jogado em pleno século 21.
O Alaska, o mais pobre Estado norte-americano, vai ser objeto de atenção no presente século. Afinal, nas geleiras há água. E petróleo nunca lhe faltou. É melhor ser invejado do que invejar.