Hamilton de Andrade Lemos
Segunda-Feira, 17 de Março 2008 - 22h21 Achei ruim esse negócio de vetarem aos nossos queridos vereadores algumas toneladas de polpa de frutas. Maldade das grandes, já que a compra em questão era para consumo próprio da Câmara. E nem adianta querer argumentar que a compra foi super-hiper-dimensionada. As coisas poderiam ser piores. Como? Acompanhe o meu brilhante raciocínio.
Considerando que nossos nobres representantes do legislativo planejavam gastar uma pequena fortuna na compra de polpa de frutas e que estas frutas fossem, pelo menos em parte, cítricas, teríamos um considerável consumo de vitamina C. Como todos sabemos, esta substância previne gripes e resfriados. Faça as contas e verifique o quanto deixamos de gastar com um adoecimento de nossos edis. Se o suco de frutas, pela conta deles, já custava esta baba, imagine quanto cobrariam pelo antibiótico. Quebrariam Ribeirão!
Outro ponto a ser considerado é o poder antioxidante das frutas. Nesta quantidade, então, é bem provável que presenciássemos uma renovação de consciências enferrujadas na Casa do Povo. Analisando os sabores escolhidos, percebi que a goiaba recebeu lugar de destaque na preferência. Desconfio que a razão advenha dos bichos de goiaba que povoam os miolos de nossos digníssimos, ávidos por uma polpa fresquinha. Sugiro aos responsáveis pelo veto que reconsiderem. Pensem em como poderíamos prevenir uma série de compras suspeitas no futuro. Basta que obriguemos que eles bebam todo o suco que queriam comprar. De uma vez só! De preferência, nos sabores tamarindo e ameixa, causando uma diarréia nuclear em todos eles. Quem sabe eles aprendam que tripudiar no sucozinho do povo não é refresco.