Opinião
Terça-Feira, 18 de Março 2008 - 23h5 Se depender da avaliação da última relação de multas e atuações do Detran, e da Ciretran, só se pode tirar uma conclusão: estamos dirigindo mal em Ribeirão Preto. E cada vez pior. Nos últimos três anos, praticamente dobrou o número de motoristas com pontos na carteira. De pouco mais de doze mil, passamos a mais de vinte e dois mil infratores. Dez mil recorreram das multas. Espera-se a decisão. E 425 podem perder a Carteira Nacional de Habilitação na cidade.
Entre as faltas gravíssimas que alguns acumulam estão atitudes nada nobres ou prudentes. A mais comum: dirigir embriagado. Quem faz isso, coloca em risco não só a própria vida, mas a vida de todos que estão ao seu alcance.
Manobras bruscas, rachas e direção perigosa também integram o cardápio indigesto do risco gratuito. E, como se não fosse suficiente, também se corre muito: há quem ande a mais de 50% da velocidade máxima permitida nas ruas.
Traduzindo em miúdos, nosso trânsito corre o risco de ficar cada vez pior, porque é grande o número de bêbados e insensatos na direção. Diante disso, há que se fazer, cada vez mais direção defensiva. E esperar que uma grande campanha educativa comece, desde a infância, a moldar os condutores do futuro.
Precisamos apostar nisso para prevenir - na medida do possível- acidentes que podem ser evitados. É de esperar, também, que nossas auto-escolas aprimorem seus cursos e que nossas autoridades façam exames de habilitação com maior grau de exigência e rigor. É preciso moralizar o trânsito e fazer uma seleção apurada de motoristas. Que se comece cortando o mal pela raiz.