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Opinião

Quarta-Feira, 19 de Março 2008 - 23h39

Inundação em dia de sol


O Rio Pardo transborda e alaga dezenas de ranchos e um clube em Ribeirão Preto. Mas não por causa das chuvas. Foram as comportas abertas no domingo, na hidrelétrica de Euclides da Cunha, em São José do Rio Pardo, que provocaram a inundação inesperada.
A Associação de Rancheiros protestou contra o que chama de falta de aviso da AES Tietê, responsável pelas hidrelétricas do Pardo. Se houvesse um alerta, haveria como retirar a tempo aparelhos elétricos e eletrônicos, além de objetos de valor, que teriam sido estragados pela água. E pelo menos um clube foi fechado ontem, o Caiçara.
Reclama-se muito das enchentes provocadas pela falta de obras e capacidade de previsão das autoridades. O que dizer então desse caso, em que a cheia do rio teve hora e dia para acontecer, mas sem que ninguém em Ribeirão Preto e Cruz das Posses ficasse sabendo com antecedência?
É preciso que os responsáveis tenham uma atitude mais atenta para evitar esse tipo desnecessário de transtorno. No mínimo, por uma questão básica de respeito aos direitos alheios.
Ao mesmo tempo em que o Pardo se derrama, a Vila Tibério pode estar enfrentando os últimos dias de torneiras secas em Ribeirão Preto.
A direção técnica do Daerp anuncia a partir de segunda-feira obras que podem resolver, de vez, um problema que já dura anos. E pelo jeito, será uma solução simples: um equipamento relativamente barato, que pode fazer a diferença entre a falta e a fartura de água.
Espera-se que dê certo. E que soluções simples e certeiras passem a ser cada vez mais implementadas, para o bem de todos.

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