Opinião
Sexta-Feira, 21 de Março 2008 - 19h55 Alerta geral: o Rio de Janeiro continua lindo, mas enfrentam, além das balas perdidas e da violência do tráfico de drogas, uma das mais terríveis epidemias de dengue já registradas no país. Em um único dia, na capital, foram notificados mais de dois mil casos da doença. E o pior: em todo o Estado do Rio, de janeiro a março, foram 47 mortes provocadas pela forma mais grave da dengue. No total, já são mais de 32 mil casos.
Como tudo isso pode ter reflexos em Ribeirão Preto? Além do trânsito constante entre as duas cidades - que não é pequeno- fica muito claro como não se deve encarar o problema da epidemia.
Temos, na região, uma zona que já é endêmica, com picos cíclicos, aqui e ali. Ribeirão Preto, Barretos e Bebedouro se revezam no cotejamento de índices e estatísticas nada abonadoras. O que está acontecendo no Rio de Janeiro, com a abertura de leitos a toque de caixa e a convocação de 700 homens do Corpo de Bombeiros para o combate aos focos da doença - além da criação de tendas com oxigênio para os pacientes - lembra uma guerra avassaladora. Tudo isso parece ser o claro resultado de uma total incapacidade de previsão e de prevenção.
Como é que o Rio de Janeiro chegou a esse ponto? É inadmissível que isso aconteça, quando se sabe que o que está em jogo são milhares de vidas humanas.
Cabe a Ribeirão Preto e a todas as cidades brasileiras com risco de epidemia mapear o que o Rio fez, para fazer diferente. E se conscientizar de que com a dengue não se brinca. Quanto à população, já passou da hora de fazer vistas grossas. Ou se mantêm limpas as casas, ou se mantêm limpas as casas. Sob pena de multa.