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Há Um Século

Sexta-Feira, 21 de Março 2008 - 19h55

A Cidade há 90 anos


22 de março de 1918, sexta-feira

Em defesa da honra - Na cidade de Juiz de Fora, o primeiro tenente do exercito Antonio Pinheiro de Mattos assassinou a tiros de revolver a sua esposa d. Marina Mattos e o dr. João Lustosa, engenheiro da Camara Municipal. O tenente Pinheiro de Mattos e sua esposa estavam hospedados em casa do dr. Lustosa, que era tutor de d. Marina. Esse official, em suas declarações, disse que desde que se casou suspeitava da fidelidade de d. Marina, pois desconfiava que ela fosse amante do dr. Lustosa. Na madrugada do crime, d. Marina, suppondo que o tenente estivesse dormindo, sahiu do seu quarto, indo para o de seu tutor, de onde voltou meia hora depois. As suspeitas do tenente foram confirmadas e quando d. Marina voltava ao seu quarto assassinou-a a tiros de revolver. Em seguida, dirigindo-se ao aposento do dr. Lustosa, descarregou contra este o seu revolver. O dr. João Lustosa creára Marina desde pequena, dando-lhe uma educação esmerada. A desditosa senhora era orpham de pae e mãe e, quando solteira, collaborou em varios jornaes. A morte do dr. João Lustosa foi muito sentida e a população de Juiz de Fora é contraria ao assassino. Esse official não está arrependido do seu crime.

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