Márcio Bernardes
Sexta-Feira, 21 de Março 2008 - 22h56 (São Paulo) - O Santos perdeu para o San José pela Libertadores e mais uma vez um assunto polêmico volta à discussão. A altitude de algumas cidades favorece sobremaneira o time da casa e prejudica o visitante.
Quem pratica esporte, qualquer que seja, sente a diferença. Não é brincadeira correr a 3.700 metros. Por isso fica evidente a injustiça e diferença que acaba influenciando no resultado do jogo.
A Fifa tentou mudar esse quadro. Tergiversou, revogou o limite da altitude e mais uma vez todos clamam por providências. Ninguém pode se curvar diante das pressões de governos que agem muito mais demagogicamente do que coerentemente.
Bem-vinda
Ana Paula de Oliveira volta aos campos neste domingo. Sempre apreciei a sua competência e lamento o seu afastamento. Porém, acho que essa geladeira serviu para minha musa colocar a cabeça no lugar.
A intensa badalação, a repercussão das fotos na Playboy, os vários convites para festas e programas de televisão e tantas tentações, tiraram Ana Paula do prumo. Por isso ela perdeu a forma física e andou pisando na bola com algumas intervenções negativas.
Como sou passional na minha avaliação quando se trata de mulheres que coloco no olimpo, peço a todos que saúdem com alegria a volta da “Bela” aos campos de futebol. E a beleza não estará no jogo e sim exclusivamente nela.
News from China
Quem acompanha as obras no Parque Olímpico de Pequim diz que todo o mundo ficará extasiado. No mesmo local foram construídas instalações esportivas, vila olímpica e o hotel dos jornalistas.
Minha primeira cobertura olímpica foi em Moscou. Naquela época, com a guerra fria, não havia dinheiro para obras suntuosas.
Em 1984, em Los Angeles, os organizadores fizeram a vila olímpica na sede da UCLA,-Universidade da Califórnia. Todas as praças esportivas já estavam construídas.
Seul, Barcelona e Atenas construíram tantas obras que depois do evento surgiram novos bairros e os locais de competição estão sendo usados até hoje.
Agora os chineses não estão economizando. Eles querem mostrar competência, grandeza e beleza. O país será em breve a maior economia do mundo. Por isso dinheiro não falta.
É possível se entusiasmar com tanta coisa interessante. Dá para imaginar que poderá ser a maior Olimpíada de todos os tempos. Espero que isso aconteça também nos recordes, performances e resultados das competições.
*Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio e professor universitário. Site: www.marciobernardes.com.br