Vicente Golfeto
Segunda-Feira, 24 de Março 2008 - 23h18 Já havia falado a respeito deste assunto. Mas julgo oportuno voltar a discuti-lo. A oportunidade nasce do fato de Normann Kestenbaum, diretor da consultoria Baumon, ter lançado um livro cujo título é: “obrigado pela informação que você não me deu.”
Vivemos a era da informação. Ela tem um modo próprio de fazer, gerado pelo conjunto de conhecimentos denominado de T. I. (Tecnologia da Informação), presente em toda empresa, sobretudo nas que atingiram determinado estágio de desenvolvimento.
Mas, o excesso de informação costuma matar a intuição. A informação chega a ser inimiga da inteligência. Numa época em que: 1- abundam informações; 2- saber gerenciar informações é uma das mais importantes atividades para que a empresa tenha sucesso no mercado; 3- o tempo é cada vez mais escasso, o que ajudava pode começar a atrapalhar.
O coração do sistema de globalização é a informação. Não se deve lutar contra o mundo da informação, nem desacelerá-lo. Trata-se de fazê-lo funcionar a favor dos nossos propósitos. Tem – este método – alguma coisa do judoca, que usa a própria força do adversário para levar vantagem em uma luta.
A administração moderna nada mais é do que a administração do tempo. O excesso de informação é nocivo. O que era remédio transforma-se em veneno com alta letalidade. Um empresário ou um executivo com intuição avariada, reduzida, perde sua mais importante condição de vitória. Isto pode ser visto nos jornais diários – principalmente nos impressos – que devem ser objetivos, mostrando resultados antes, com argumentos depois.
Às vezes, a informação paralisa a decisão. Que precisa obedecer a orientação japonesa: planeje devagar mas decida rápido. Nós estamos acostumados a planejar rapidamente e depois demorar muito para decidir. O excesso de informações acentua este cacoete. E isto pode ser letal num mercado tão competitivo quanto o que estamos tendo.