Hamilton de Andrade Lemos
Segunda-Feira, 24 de Março 2008 - 23h21 A partir de amanhã já não estaremos sob as graças dadivosas do Big Brother. Não sei se suportarei a falta. Passou tão rapidamente esta oitava edição do programa mais inteligente da televisão mundial. Não durou nem quatro séculos e uma glaciação...
Noves fora meu gosto requintado por programas infantis para adultos, o fato inegável é que a coisa dá audiência e um lucro formidável (o maior da programação de verão da Globo). Sobre o lucro, nada acrescentei, visto que não votei. Já no quesito audiência, fui telespectador crítico, por imperativo de meus afazeres. Hoje em dia, não ter opinião sobre tudo pode ser punido com a morte social.
Sobre qual dos participantes deve ganhar o prêmio de um milhão, por exemplo, já formei opinião. Penso que devo ser eu. Veja bem: enquanto todos os moradores da casa passavam dias gostosos de férias, brincadeiras e safadezas sob edredons, continuei aqui fora, sofrendo a vida comum e todas as vicissitudes agregadas. E ainda achava tempo para “dar uma espiadinha”, como dizia aquela mistura de Silvio Santos com Cid Moreira, o Bial.
E o que fazer com vultosa soma? Simples. Primeira providência é comprar uma tevê de plasma para aguardar o BBB9, rezando para que a transmissão digital chegue a tempo. Com a melhora nas imagens, vai ficar bem mais fácil identificar as marcas expostas nos merchandisings. Garotas de biquíni na piscina? Não...nem prestei muita atenção a estes detalhes.
Outra opção de uso do prêmio é arrematar uma biblioteca inteira, se enfurnar em casa e passar a próxima temporada lendo e relendo o que o gênio humano produziu de melhor até hoje. Não vai sobrar tempo nem pra ver o próximo BBB.