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Segunda-Feira, 24 de Março 2008 - 23h54

Fumou e foi preso por corrupção


A juíza Débora Cristina Ananias, de Jardinópolis, decide hoje se concede liberdade provisória ao mecânico Wladimir Donizete Eduardo, 24 anos. Ele está na cadeia de Santa Rosa de Viterbo por corrupção de menores. Com um detalhe: os menores são seus três filhos, de dois, quatro e sete anos anos. Eduardo foi preso por supostamente fumar maconha na frente dos filhos.
Segundo depoimento dos PMs que o prenderam, o mecânico estava fumando maconha no fundo do quintal de sua casa, na rua João Carvalho, 120, Vila Reis, em Jardinópolis. Eles sentiram o cheiro da droga quando faziam ronda pelo local, às 10h da manhã. Foram checar e viram que os filhos estavam ao lado de Eduardo, com o cigarro de maconha fumegante entre os dedos.
O delegado de Jardinópolis, Paulo Sérgio de Oliveira, indiciou Eduardo no artigo 2.252/54: corromper, facilitar a corrupção ou induzir à corrupção. Pena: de um a quatro anos de reclusão.
A família do mecânico - a mulher Cíntia, irmãs e cunhadas - está desesperada. O advogado Carlos Correa entrou com pedido de liberdade provisória. Ele diz que Eduardo tem emprego com registro em carteira, endereço fixo e, embora esteja sendo investigado numa tentativa de homicídio, não possui antecedente criminal.

Vício
O advogado discorda da decisão do delegado Paulo Sérgio de Oliveira, de indiciar seu cliente como corruptor de menor.
“Ele estava no fundo do quintal e, segundo seus familiares, os filhos permaneciam no interior da casa. Mas o que não pode acontecer é ele expulsar a família de casa para satisfazer o seu vício. Isso não faz sentido. A mãe das crianças não aprova o vício do marido, mas prefere que ele faça isso em casa. Na rua, seria mais arriscado”, diz o advogado.
A mulher Cíntia Cristina de Souza, de 21 anos, em depoimento na Justiça, disse que os filhos estavam com ela quando os policiais chegaram. “Só depois disso é que meus filhos aproximaram-se do meu marido”.
O advogado acredita que o pedido de liberdade provisória será acatado pela juiza. “Essa prisão não tem sentido”, disse.

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