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Terça-Feira, 25 de Março 2008 - 23h7

De pai pra filho

Orestes Moquenco
J.F.PIMENTA De pai pra filho ELES E ELA Rodrigo, o filho, e Sérgio, o pai, exibem a caminhonete americana De Soto, de 1950; o carro é a menina dos olhos da família e destaque na oficina dos Andrião

O primeiro dono dela foi um quitandeiro. Desde lá, nos seus 58 anos de idade, teve somente três proprietários. Agora, a caminhonete De Soto está sob os cuidados dos ribeirão-pretanos Sérgio, 62 anos, e Rodrigo Andrião, 31 anos, pai e filho.
A De Soto é do ano 1950, azul, motor Continental 6 cilindros em linha e 70 cv de potência, de nacionalidade americana. É um dos símbolos da res-tauração meticulosa e está na garagem dos Andrião há mais de oito anos.
“É um exemplar único. Quem quiser ver outro desse tem que rodar muito o Brasil”, desafia Sérgio.
“Ela foi restaurada aqui em Ribeirão Preto, na minha oficina. Conheço a caminhonete desde que era nova, pois trabalhei nela quando era menino” diz.
Sérgio conta que foram mais de cinco anos namorando a De Soto. “Depois desse tempo, conseguimos comprá-la no estado em que se encontrava” continua Rodrigo.

Histórias na caçamba
Na caçamba, ela leva história para encher muitas páginas de publicações de automóveis antigos.
História de gente como José Pipa, morador em Bonfim Paulista, e o ribeirão-pretano João Estevão, os antigos donos da De Soto. Histórias que passam de pai para filho, como os Andrião. E como Eduardo, filho de João Estevão, que herdou do pai a magia do antigomobilismo.
Na oficina dos Andrião, nos Campos Elíseos, verdadeiro estúdio de restauração de automóveis antigos, a De Sotto 50 é a grande vedete. E, para pai e filho, a menina dos olhos dos dois.
Sérgio diz que “a caminhonete viveu 58 anos e tem muita história para contar”. Já Rodrigo diz que “ela não tem preço”. “É um dos membros da nossa família”, arremata.


De Soto já virou membro da família Andrião
A caminhonete De Soto é do ano 1950, azul, motor Continental 6 cilindros em linha e 70 cv de potência, de nacionalidade americana.
“É um exemplar único. Quem quiser ver outro tem que rodar muito o Brasil”, diz Sérgio Andrião, dono da raridade.
A De Soto foi restaurada na oficina dos atuais proprietários.

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