Vicente Golfeto
Terça-Feira, 25 de Março 2008 - 23h26 Tambaú principalmente – mas certamente toda comunidade católica apostólica romana também – aguarda com ansiedade a beatificação do padre Donizetti Tavares de Lima, falecido naquela cidade em 16 de junho de 1961.
Morrendo com aura de santidade, da mesma maneira como viveu, o padre Donizetti foi o intermediário de Deus para a realização de incontáveis milagres. Verificou-se na prática que milagre é o ponto de intersecção da misericórdia de Deus com a nossa fé. Quando não ocorre o milagre, evidente que não faltou a misericórdia de Deus. Foi nossa fé que falhou. O padre Donizetti, com sua palavra, sua vida, seu exemplo, fortalecia a fé dos homens e atuava para a concretização do milagre. Que milhares de testemunhas corroboram. A força da interseção vinha de Nossa Senhora Aparecida. O padre dizia que “para quem não crê em Deus, nenhuma explicação é possível. Para quem crê, nenhuma explicação é necessária”. E é isto mesmo. O povo paulista criou o caminho da fé, que passa principalmente por duas cidades. Uma é Aparecida do Norte e outra é Tambaú, com seu santuário. Ambas sob a proteção da padroeira do Brasil. Aliás, por falar em padroeira, você se lembra de quem é o padroeiro do Brasil? Claro que você sabe que é São Pedro de Alcântara.
Pois bem, com a provável beatificação do padre Donizetti mais a chegada do gás natural em Tambaú, não há mais dúvida de que estarão reunidas duas condições para que o município se desenvolva mais do que historicamente tem-se desenvolvido. O gás, que deve chegar dentro de um ano, pode oferecer um diferencial competitivo para seu parque industrial, assentado principalmente no setor ceramista. E o turismo religioso, que se acentua na medida em que – cada vez mais, pela materialização do mundo – aumenta a fome que o ser humano está tendo de Deus.
Há quem propugne que o caminho da fé, em construção, passe também por Ribeirão Preto.