Júlio Chiavenato
Terça-Feira, 25 de Março 2008 - 23h27 Existem 50 milhões de tuberculosos no Brasil. Depois da Índia o Brasil é o país com o maior número de hansenianos. Em 2005 registrava-se 1,48 casos de hanseníase para cada 10 mil habitantes. Em média, porque o Norte tinha 4,02 casos e o Centro-Oeste 3,30, o que é uma taxa altíssima.
O Brasil é um dos 5 países que não conseguiram erradicar a doença, embora em 1995, na Conferência Internacional para Eliminação da Lepra, em Hanói, comprometeu-se a baixar o número de hanseníase em 1 caso para cada 10 mil habitantes, segundo a Organização Mundial de Saúde. Mesmo com os novos tratamentos surgidos entre 1985 e 2000, que possibilitaram o número de vítimas da lepra cair 90% no mundo, o Brasil continuou com altas taxas.
A tuberculose ressurgiu por vários motivos, e complica-se quando se alia à Aids. A hanseníase “institucionalizou-se” no Brasil pela incompetência governamental de superar as dificuldades sociais e vícios políticos. Tecnicamente não é difícil controlar a tuberculose nem erradicar a hanseníase. Como quase tudo no Brasil, o problema é a politicanalha.
A dengue que assola o Rio de Janeiro é politicanalha. Os 54 mil cancerosos que esperam radioterapia na rede pública de saúde é politicanalha: o governo não atualiza o valor a ser pago nem atualiza o sistema. Assim como é politicanalha as “indecisões” do prefeito Welson Gasparini em Ribeirão Preto. Ele “não se decidiu” para instalar as farmácias populares e em conseqüência ficou sem as verbas e está enrolando.
Agora, indeciso, enrola e “perde o prazo” para assinar um documento que permitirá a ampliação do atendimento da Mater e a instalação do Hospital da Mulher em Ribeirão Preto. A Mater poderá fechar, o Hospital da Mulher poderá gorar.