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Opinião

Terça-Feira, 25 de Março 2008 - 23h28

Não queremos ser o Rio


Ribeirão Preto não faz mais o exame de sangue para saber se os pacientes têm dengue. Agora, as amostras estão sendo encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz de São Paulo e para um outro laboratório terceirizado, também da capital. A determinação é da Secretaria Estadual da Saúde. Em Ribeirão Preto, a divisão de Vigilância Sanitária não gostou nada da novidade. A perspectiva que se tem é de tornar o encaminhamento mais burocrático e o resultado mais moroso, a despeito das afirmações veementes da Secretaria, de que a transferência é temporária e que o processo de detecção da doença não será afetado.
No momento, temos mais de mil exames em espera e 213 casos confirmados da doença, em Ribeirão Preto. Outros municípios da região, como Cajuru, Barrinha, Brodowski, Sertãozinho e Serrana, também apresentam números positivos. Porém, nada que se aproxime das estatísticas de 2007.
No instante em que o Rio de Janeiro acumula mortes e números bombásticos, num evidente despreparo e numa visível falta de esquemas preventivos, não podemos repetir erros - que - ao menos - têm a virtude de nos alertar para o perigo.
Como damos hoje em manchete, Ribeirão Preto usa até sistema de georreferenciamento, desenvolvido pela Coderp, para detectar imóveis irregulares e garantir a arrecadação da Prefeitura - sem perder dinheiro.
Seria bom demonstrarmos a mesma eficiência para defender a saúde pública. Nesse caso, devem estar juntos os governos do município, do Estado e do País.
Não queremos ser o Rio amanhã. E, definitivamente, não precisamos ser omissos ou relapsos. Teríamos um preço muito alto a pagar.

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