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Terça-Feira, 25 de Março 2008 - 23h56
VINGANÇA Parentes no velório do ex-policial militar Nilton Aparecido de Souza: executado por dois jovens
Dois homens, um ex-policial militar e um guardador de carros, moradores em Ribeirão Preto, foram executados na noite de segunda-feira. Nilton Aparecido de Souza, 48, que foi sargento durante 19 anos, foi morto por dois jovens na avenida Cásper Líbero, às 20h, em Ribeirão Preto. Wellington Cristiano da Silva, 30, foi assassinado com cinco tiros na cabeça em um canavial de Jardinópolis, no mesmo horário.
“O fazendeiro ouviu os tiros e chamou a Polícia Militar que foi até o local, mas não encontrou nada. O corpo foi achado apenas na manhã de terça-feira. Temos certeza que foi uma execução”, disse o delegado Alexandre Daur Filho, de Jardinópolis.
Daur não tem pistas dos assassinos e acredita que o rapaz foi pego em Ribeirão Preto e levado para o canavial onde foi morto.
Em Ribeirão Preto, o ex-sargento, que atualmente trabalhava como educador na Fundação Casa, antiga Febem, saía de um bar quando foi abordado por dois rapazes que estavam em uma bicicleta. Um deles sacou o revólver e atirou no ex-policial.
“Meu irmão foi executado covardemente. Ele estava na moto para sair e deram um tiro no braço dele. Ele caiu no chão e o rapaz atirou na cabeça para ter certeza que ele iria morrer”, afirmou Nilmar Aparecido de Souza, 42, policial militar. Segundo ele, testemunhas disseram que um dos rapazes que atirou saiu da Fundação Casa há um mês. “Ele estava de licença médica e não acreditamos que ele tenha inimizades”, afirmou Souza.
OAB apura denúncia de espancamento
A Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) regional de Ribeirão Preto apura denúncias de espancamento de dois adolescentes internados na Fundação Casa, antiga Febem, em Ribeirão Preto.
“Os familiares nos procuraram e disseram que eles foram espancados e o exame de corpo delito comprovou que eles apanharam com socos e pontapés”, afirmou Ana Paula Vargas Melo, presidente da Comissão.
A mãe de um dos adolescentes, que não teve o nome divulgado, também denunciou que eles ficaram quatro dias de castigo sem comer ou beber.
Apenas um dos casos é investigado pela Corregedoria da fundação. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, os adolescentes se machucaram durante uma discussão entre eles e os funcionários apenas apartaram a briga. A assessoria também informou que a corregedoria não recebeu a denúncia da falta de alimentação dos internos.