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Quinta-Feira, 27 de Março 2008 - 1h10

Polícia reconstitui morte de jornalista


A reconstituição da morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, morto com dois tiros de uma espingarda calibre 12, na noite de 5 de maio de 2007, foi feita na noite de terça-feira.
O local do crime, um bar próximo à rodoviária de Porto Ferreira, na região de Ribeirão Preto, precisou ser isolado devido à aglomeração de curiosos.
No início deste mês, quatro policiais militares, suspeitos do crime, foram presos preventivamente, além de um parente de um dos PMs.
A viúva de Barbon, Kátia Camargo, acompanhou a reconstituição e acredita que isso ajudará a provar a tese da promotoria sobre o envolvimento dos policiais. Os PMs, que alegam inocência, não participaram da reconstituição.
Um homem, preso por outro crime, estava na praça perto do bar e afirmou aos promotores e policiais que viu dois PMs, com as viseiras do capacete abaixadas, pouco antes do crime.
Com várias passagens pela polícia, ele conhecia os PMs. O soldado Paulo César Ronceiro e Valnei Bertoni teriam usado uma moto no crime e entregue a arma ao sargento Edson Luiz Ronceiro, que estava num carro da Força Tática.
O capitão Adélcio Avelino seria o mentor do assassinato. Carlos Alberto da Costa, primo de Avelino, é o outro envolvido, pois a arma usada era dele. Todos respondem por formação de quadrilha, homicídio e tentativa de homicídio.
Barbon teria feito denúncias contra a polícia local na época e em razão disso teria sido assassinado.
A Polícia Civil e promotores do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Campinas continuam investigando o caso. (AE)

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