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Quinta-Feira, 27 de Março 2008 - 1h20 Os dois presos que morreram no dia 9 de março no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto podem ter sido assassinados por ordem do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que domina os presídios paulistas.
Sidnei Pereira de Faria, 32 anos, e Josias Guimarães Alves, 31, morreram após serem obrigados pelos companheiros de cela a ingerir grande quantidade de drogas.
Eles foram socorridos, mas morreram a caminho do posto de saúde do Castelo Branco. Um deles estava com um saco plástico enfiado na garganta.
A dupla foi presa por tentativa de extorsão contra a família do comerciante Valdecir Mazieiro, 37 anos, conhecido como Formigão, assassinado em fevereiro na Vila Carvalho.
Depois do homicídio, a família passou a receber ligações de um homem que exigia o pagamento de R$ 40 mil de uma suposta dívida contraída por Formigão. Na entrega do dinheiro, Faria e Alves foram presos.
A reportagem apurou que a facção criminosa considerou questão de honra a morte dos dois homens. Eles teriam infringido o artigo 8 do código de honra do PCC, que diz que “o Partido [PCC] não admite que haja assalto, estupro e extorsão entre os seus integrantes.”
O caso é investigado pelo Setor de Homicícios da DIG.