Hamilton de Andrade Lemos
Sexta-Feira, 28 de Março 2008 - 23h9 Afinal, o que é que está acontecendo com o mundo? Há algo de muito podre no reino das relações familiares quando a violência chega às crianças pelas mãos de quem deveria protegê-las.
Todos ficamos chocados com o caso da patroa que torturava uma garota de 12 anos. Amarrava as mãos da pobre em uma escada de incêndio, durante horas. Fora outras tantas barbaridades, não menos graves. Até entendo que a tal mulher pudesse ser maluca ou cruel, mas a empregada participava do castigo e os demais adultos eram, no mínimo, coniventes. Cana pra todos!
Outro caso torpe é o do garoto que, caso não pintasse em casa com 5 reais todos os dias, apanhava no banheiro. E ainda pior, também era torturado com pontas de cigarro. As queimaduras mostradas são inúmeras. E quem era seu algoz? O papaizinho do coração!
Histórias de bebês recém-nascidos que são abandonados pelas mães viraram mato. Triscou, relou, aparece um no lixo, no rio ou outro lugar improvável. Antigamente, pelo menos, elas tinham a delicadeza de entregá-los à roda da fortuna.
Mas o fato mais impressionante aconteceu nos Estados Unidos, onde o pai colocou o bebê dentro do microondas. E ligou! Obviamente, causou queimaduras diversas e, imagina-se, dores insuportáveis no pequeno, que levará por toda a vida as marcas físicas e psicológicas do trauma.
Meu amigo Ruy me orienta que, experiências com ratos mostram que, submetidos a ambientes promíscuos, populosos e estressantes, tornam-se extremamente agressivos e chegam a comer suas crias. E diante da valiosa informação eu pergunto: queremos nos comparar aos ratos? Do jeito que a coisa vai, os ratos protestarão. Muito em breve.