Opinião
Sexta-Feira, 28 de Março 2008 - 23h10 Toda a região está de luto pelo acidente que matou cinco pessoas, inclusive uma aluna da Apae, ontem, na estrada entre Rifaina e Franca.
O trecho é perigoso. E o local do acidente é conhecido como a tristemente famosa “curva da morte”. Uma topografia desfavorável, que exigiria cuidado extremo e motoristas mais conscientes dos deveres da cidadania.
Cada vez mais fica clara a necessidade de rever a normatização para se conseguir a carteira nacional de habilitação. Principalmente para dirigir veículos de grande porte, como caminhões e ônibus. É o caso, também, de se exigir mais dos motoristas amadores e se ensinar, desde a escola, os princípios básicos de respeito às regras do trânsito e da vida humana. E mais: com um código penal rígido, que faça com que o cidadão pense duas vezes antes de cometer uma infração de trânsito. O motorista do caso em questão foi preso e indiciado, por crime doloso. Mas, se ele está sendo punido, é preciso, também, que as autoridades façam a sua parte.
No caso, um viaduto prometido há muito tempo pelo governo estadual, para mudar o traçado da rodovia e diminuir o risco no local, onde, nos últimos seis anos, já aconteceram trinta e três acidentes, com trinta mortes.
Não é possível que não se tomem providências urgentes, para evitar todas as futuras mortes anunciadas.
Enquanto isso não acontece, com mais dois feriadões pela frente - em 21 de abril e primeiro de maio - é bom que todos preservem então a primeira parte dos cuidados básicos de sobrevivência nas estradas. Ou seja: cautela, cautela e mais cautela.