Geral
Sexta-Feira, 28 de Março 2008 - 23h31
DE ÚLTIMA GERAÇÃO Delegado Edson de Souza, da PF, inspeciona produtos contrabandeados
Doze seguranças foram flagrados trabalhando irregularmente em um show realizado em casa noturna de Ribeirão Preto, durante blitz da Polícia Federal, Delegacia do Trabalho e Procon, realizada na madrugada desta sexta-feira.
Eles não estavam qualificados para trabalhar na função. Alguns deles nunca haviam feito o curso de formação exigido por lei. Outros haviam passado pela qualificação, mas estavam defasados. A lei exige que o curso seja refeito a cada dois anos e o prazo havia expirado.
Segundo o delegado Edson de Souza, da Polícia Federal, o responsável pelo show agiu corretamente ao contratar uma empresa especializada. Mas a contratada colocou no evento trabalhadores desqualificados.
“A empresa apresentou à Polícia Federal dez nomes de seguranças regulares, mas quando fomos fazer a vistoria, apenas dois dos nomes apresentados estavam trabalhando, o restante era irregular”, afirmou o delegado.
Três locais foram vistoriados, um nos Campos Elíseos, um no Boulevard e outro na Nova Ribeirânia. Além do local do show, foram encontradas irregularidades em outra casa noturna. Os estabelecimentos serão multados em entre R$ 2.500 e R$ 5 mil.
“Uma casa estava com tudo correto e duas estavam com esses seguranças sem qualificação, por isso foram autuadas e multadas”.
De acordo com Souza, desde novembro, a Polícia Federal intensificou a fiscalização das 46 empresas de segurança que atuam na cidade e na região.
5 são presos por contrabando de eletrônicos
Cinco pessoas foram presas pela Polícia Federal acusadas de contrabandearem produtos eletroeletrônicos e revendê-los para estabelecimentos comerciais de Ribeirão Preto e região.
Quatro homens e uma mulher foram presos com notebooks, câmeras fotográficas, mídias virgens, e aparelhos de GPS. Três carros também foram apreendidos.
Segundo o delegado Edson de Souza, os comerciantes que iriam comprar a mercadoria devem ser identificados nos próximos dias e também podem ser acusados de contrabando.
“Temos indícios sobre quem iria receber as mercadorias. A pena para quem trouxe e para quem recebe é a mesma de um a quatro anos de prisão”.
Os homens detidos foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória e a mulher para a cadeia de Cajuru.
Neste ano, em três meses, a PF apreendeu quatro aviões, dois caminhões e mais de R$ 1 milhão em produtos contrabandeados.