Márcio Bernardes
Sabado, 29 de Março 2008 - 17h7 (São Paulo) - Estamos vivendo a penúltima rodada do Campeonato Paulista da Série A1. Interesses múltiplos estão em jogo. Quem está por cima da tabela luta para entrar ou ficar no G4. Quem está por baixo não quer permanecer entre os quatro rebaixados.
Os cartolas inescrupulosos apelam para um recurso conhecido que remonta os tempos das trevas.
A mala, preta ou branca, não importa a cor, porque é imoral de qualquer forma, jamais será abolida, mas deve ser sempre combatida.
Não se conseguirá acabar com essa excrescência porque em torno dela está envolvido o ser humano. Com suas falhas e imperfeições o homem às vezes quer levar mais vantagem, quer ter mais do que pode, não enxerga a incoerência e acaba praticando a imoralidade.
As pessoas de bem devem ficar atentas, denunciar, não aceitar e tentar amenizar essa distorção para que seja marcado um exemplo de cidadania.
Fiel roxa
A Nike lançou a camisa roxa para o Corinthians. O novo modelo será apresentado nesta tarde no Morumbi. E a Gaviões da Fiel anuncia oposição porque entende que a tradição das cores branca e preta deve ser mantida.
Concordo com a maior torcida organizada do Timão. Tradição é tradição. Mas seguindo a tendência internacional, - todos os grandes clubes do mundo inteiro já aderiram, a terceira camisa - serve como modelo para uma iniciativa de marketing, como outra opção para o clube faturar mais e justamente pela diferença da cor tradicional que provoca um choque positivo de imagem.
Camisa do Verdão
A terceira camisa do Palmeiras [na cor verde-limão], só para ficar nesse exemplo, é bonita, charmosa e mostra um visual diferente nos estádios.
Come-Fogo
Nestas duas últimas rodadas da Série A2 do Campeonato Paulista, Comercial e Botafogo lutam por suas metas, cada um a sua maneira, de acordo com o que produziram até agora.
O Fogão [enfrenta o Monte Azul, fora de casa] deve se classificar para a próxima fase e o Bafo [joga em Palma Travassos diante do Bandeirante de Birigüi] praticamente afastou o fantasma do rebaixamento.
O que deveria acontecer é se pensar no futuro. Com seriedade!
Definitivamente há necessidade de se montar uma estrutura e pensar grande. Porque o homem vale o tamanho dos seus sonhos.
*Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio e professor universitário.
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