Hamilton de Andrade Lemos
Segunda-Feira, 31 de Março 2008 - 22h34 Aposto que hoje você vai cair nas brincadeirinhas sem graça de algum amigo idem. Ou você mesmo será um deles. Acontece que é 1º de abril e, como todo mundo sabe, dia da mentira.
Não sei por que, sempre que chega a data lembro das promessas eleitorais que os candidatos, enquanto ainda neste status, fazem. Achei que fosse implicância minha, mas conversando com amigos e vizinhos sobre o tema, concluí que a percepção está generalizada. Mentira está para a política nacional, em seus diversos níveis, como a manteiga está para o pão. Impossível dissociar. Mas pior do que eles fingirem que falam a verdade, é o eleitor (nós) fingir que acredita. Assim, perpetua-se a farsa.
Não quero falar sobre as possíveis origens da data. Já ficou chato o assunto. Quero apenas contar uma mentira, de político, das poucas que dá para rir.
Na pequena cidade do interior, o candidato a deputado fazia seu discurso. Confundindo em que cidade estava, dada a diversidade no périplo eleitoral, mandou essa:
- E se eleito for, prometo que vou trazer a ponte para esta cidade!
O cabo eleitoral interrompe, lembrando que a cidade não precisa de ponte, visto que nem rio tem. O político não se dá por vencido:
- Pois eu prometo que trago também o rio!
Pior que esta é a história (verdadeira) do sujeito que mantinha uma amante em outro bairro. A amiga de sua esposa descobriu a infidelidade e foi correndo contar para a mulher. Só se esqueceu de que era 1º de abril. A traída ouviu tudo e concluiu:
- Ah, vê se eu vou cair em mentira de 1º de abril! Vai pegar outra, amiga! E ficou tudo por isso mesmo.