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Opinião

Segunda-Feira, 31 de Março 2008 - 22h34

A lei, ora a lei


Ribeirão Preto respondeu com força ao convite de A Cidade, para que os leitores dessem suas opiniões para melhorar nosso trânsito. Essa é uma boa notícia para quem acha que tudo está perdido e que os cidadãos não têm consciência do que é bom ou do que é mau. Puro engano. O resultado desse esforço conjunto para perseguir soluções vai ser publicado no próximo domingo, na segunda reportagem da série especial que mobiliza moradores e autoridades, para lançar uma nova luz sobre um problema cada vez mais grave.
Se, por um lado, o grau de conscientização é cada vez maior, é preciso perceber que ainda temos muito a melhorar.
Noticiamos nessa edição que mais 600 motoristas da região podem ter a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, por excesso de infrações. Mais de 400 motoristas da cidade de Ribeirão Preto já haviam entrado na lista de risco.
Os números são claros: só comete deslizes graves no trânsito quem não conhece ou não respeita a legislação. Nos dois casos, falta espírito de cidadania. E sobra falta de responsabilidade. Quem desrespeita as leis do tráfego coloca em risco a própria vida e a vida dos outros. É um problema básico, de caráter ou de formação.
Por isso, não basta melhorar a engenharia de tráfego. Precisamos melhorar a qualidade dos nossos cidadãos. E por falar nisso, a observação vale também para o novo local de risco na área urbana. Além dos bancos e do comércio, também as igrejas estão aderindo à necessidade de contratar vigias e colocar câmeras de segurança. Os ladrões, que não respeitam nada, não temem a lei dos homens. Nem a lei de Deus.

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